Na hora errada, no lugar errado: Professora aposentada da UFG é atacada com garrafa quebrada em Goiânia
247 – A professora aposentada da Universidade Federal de Goiás (UFG) Elizabeth Caramaschi, de 79 anos, está internada em estado grave após ser atacada com uma garrafa de vidro quebrada enquanto caminhava por uma rua do Setor Bueno, em Goiânia. A agressão ocorreu no domingo (18) e foi registrada por câmeras de segurança. O suspeito, Kaio Kalton de Brito Soares, de 22 anos, foi preso e deverá responder por tentativa de feminicídio.
Segundo reportagem publicada pelo jornal O Globo nesta quarta-feira (21), a vítima sofreu quatro perfurações nas costas, um ferimento no rosto e traumatismo craniano. As lesões constam de documentos do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). Elizabeth foi socorrida e encaminhada ao Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo), onde permanece hospitalizada.
As imagens de segurança mostram a professora caminhando pela rua quando é abordada pelo agressor. De acordo com as informações preliminares, o suspeito havia se envolvido em uma briga com outro homem momentos antes do ataque.
O segundo envolvido na discussão conseguiu fugir. Kaio, que já estaria segurando uma garrafa quebrada, teria então avançado contra a professora, atingindo-a repetidamente.
A violência do episódio foi relatada pelo filho da vítima, Thiago Caramaschi, em entrevista à TV Anhanguera.
“Pelas informações preliminares que nós ficamos sabendo, foi uma briga entre dois meliantes e minha mãe estava no lugar errado, na hora errada. Ela caiu no chão, ele desferiu diversos golpes nela numa judiação, numa brutalidade sem tamanho”, afirmou.
Suspeito teria ameaçado policiais durante abordagem
Após o ataque, o jovem foi localizado por policiais, mas, segundo os relatos da ocorrência, resistiu à abordagem.
De acordo com a TV Anhanguera, o suspeito quebrou outra garrafa de vidro e avançou contra os agentes, além de ameaçá-los de morte.
Os policiais efetuaram disparos que atingiram suas pernas para contê-lo. Ele foi levado a uma unidade hospitalar para receber atendimento médico.
Kaio foi preso em flagrante, e a prisão foi convertida em preventiva na segunda-feira (19), durante audiência de custódia.
Justiça destaca gravidade das agressões
A decisão de manter o investigado preso foi tomada pelo juiz Eduardo Pio Mascarenhas da Silva, que considerou a gravidade dos ferimentos provocados na professora e a necessidade de proteção da ordem pública.
Ao analisar o caso, o magistrado destacou “a multiplicidade dos golpes, o instrumento empregado e a acentuada vulnerabilidade física da ofendida” como elementos que demonstram a violência da agressão.


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