‘Não se meta nas nossas eleições’: brasileiros e irlandeses protestam contra a Meta em Dublin
247 – Cerca de 100 pessoas protestaram nesta sexta-feira (16) diante da sede europeia da Meta, em Dublin, na Irlanda, contra a falta de transparência das plataformas digitais e a influência das grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos sobre as eleições em diferentes países.
Com cartazes como “Não se meta nas nossas eleições” e “Mark Zuckerberg, saia daqui”, os manifestantes cobraram responsabilidade da empresa, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, na gestão e distribuição de conteúdos políticos nas redes sociais.
A mobilização reuniu brasileiros residentes na Irlanda e integrantes da comunidade irlandesa, incluindo representantes de organizações feministas e entidades de defesa dos direitos humanos. Os participantes criticaram a concentração de poder nas mãos das gigantes digitais e sua capacidade de interferir na circulação de informações e na formação da opinião pública durante os períodos eleitorais.
Embora o ato tenha sido motivado por preocupações relacionadas às eleições brasileiras, os manifestantes afirmaram que a questão não se restringe ao Brasil. Na avaliação dos participantes, o poder das plataformas digitais representa um desafio à democracia em diferentes países.
Manifestantes denunciam “colonização digital”
Durante o protesto, um dos participantes definiu a influência das empresas estadunidenses de tecnologia sobre o Brasil como uma forma de “colonização digital” e defendeu que a comunidade internacional acompanhe os riscos associados a esse processo.
“O mundo precisa saber que o Brasil está sofrendo uma colonização digital americana”, afirmou um dos manifestantes.
Os participantes também reivindicaram transparência sobre os algoritmos utilizados pelas plataformas, os critérios de distribuição de conteúdo político e o tratamento dispensado a diferentes posições ideológicas.
A manifestação expressou a preocupação de brasileiros que vivem na Irlanda e de representantes da sociedade civil irlandesa com o papel das redes sociais nas disputas eleitorais. As plataformas digitais ocupam uma posição central nas campanhas políticas e na circulação de informações utilizadas pelos eleitores.


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