Skip to content

News Brazilia

O site de notícias sobre o Brasil oferece informações abrangentes sobre os acontecimentos atuais na política, economia, cultura e sociedade do país. As atualizações regulares garantem a relevância dos materiais e uma ampla cobertura de temas que refletem a vida no Brasil.

Primary Menu
  • Cultura
  • Direitos Humanos
  • Opinião
  • Política
  • Geral
  • Mundo
  • Saúde
  • Home
  • Opinião
  • Traidor da Constituição é traidor da pátria 
  • Opinião

Traidor da Constituição é traidor da pátria 

11.10.2026 9 min read

A disputa que se encerra no domingo, 25 de outubro, não é uma divergência comum de matizes econômicos ou de gestão administrativa. Trata-se de um divisor de águas civilizatório.  

De um lado, o projeto progressista e soberano de reconstrução democrática e institucional; do outro, a tentativa de legitimar, por via eleitoral, a perpetuação de um projeto autoritário cujo DNA político está escancarado no sobrenome Bolsonaro. 

Como apontou recentemente o debate público — ecoando a implacável análise de João Moreira Salles, na Revista piauí, sobre a lucidez cúmplice daqueles que “sabem o que fazem” —, votar no herdeiro político do clã Bolsonaro não é um voto de protesto ou uma escolha desprovida de antecedentes. 

É, de forma inequívoca, a outorga de um mandato para cumprir uma promessa explícita: a de reabilitar o passado autocrático, negacionista, entreguista, anistiar os crimes contra a ordem democrática, descumprir a Constituição Cidadã de 1988 e restaurar o núcleo do projeto de um governo de extrema-direita, autoritário, marcado pela destruição de políticas públicas e dos direitos sociais duramente conquistados. 

Um projeto antipovo, que colocou o lucro do mercado e dos militares acima da vida, como ficou escancarado na gestão criminosa da pandemia. Atacou sistematicamente a democracia, as instituições, a Educação e Ciência, as universidades, a cultura e o meio ambiente, com desmonte do Ibama e liberação recorde de agrotóxicos e armas. 

Governado por ódio, com discurso misógino, racista, homofóbico elitista, aprofundou a fome, criou a fila do osso, a desigualdade e a entrega do patrimônio nacional. O governo da milícia, da mentira, apelidada de fake news amparado nas redes digitais, e do retrocesso histórico, que deixou o país isolado internacionalmente.  

Um governo que tentou várias vezes um golpe de Estado primeiro para impedir a eleição do vencedor nas urnas de 2022; depois, no histórico 8 de janeiro de 2023, quando tentou derrubar o presidente Lula e o vice Alkmin, já empossados.  

E — pasmem, mas não esqueça, jamais — programou no Plano Punhal Verde Amarelo o assassinato do presidente Lula e de seu vice Alkmin já empossados no 1 de janeiro de 2023.  

Certamente, abrindo a fila da tortura e do assassinato de pessoas que não lessem na cartilha neofascista se a extrema-direita bolsonarista conseguisse consumar o golpe de Estado. 

Honrar o pai sobre todas as coisas 

“Honrar meu pai e dar continuidade ao seu legado. Jair Bolsonaro vai subir a rampa comigo e com o povo brasileiro”, diz e repete nos palcos da campanha o filho de Jair, Flávio Bolsonaro. 

E que legado é esse?  

É o mesmo que celebrou a tortura e torturadores como método de estado, que converteu a exploração do ódio e da mentira em método de governo, e que tentou subverter as urnas para se perpetuar no poder. Tentou o golpe contra a Democracia, que previa o assassinato do presidente eleito e o vice empossados no dia 1 de janeiro de 2023. 

Eleger o filho de JAIR, Flávio Bolsonaro é, em essência, assinar a procuração para a soltura do pai, dos golpistas e a tutela das instituições por aqueles que tentaram destruí-las e entregar as riquezas brasileiras ao apetite voraz dos Estados Unidos de  Trump e Rubio, os líderes da ultradireita global, e muito mais. 

A ofensa à Carta Magna 

Não bastasse a herança moral e política dos porões, o candidato Flávio Bolsonaro, o filho que promete honrar e dar continuidade ao legado do pai Jair, já revelou a face escancarada de seus planos para um eventual governo: alterar a Constituição para moldá-la aos desígnios do projeto autocrático.  

Trata-se do desmonte final das travas republicanas, o avanço definitivo sobre a engenharia institucional que protege o cidadão contra os abusos do poder de plantão. 

Neste momento em que a contagem regressiva marca apenas 14 dias para o veredito das urnas, em 25 de outubro, cai por terra o álibi da ignorância.   

Setores expressivos das elites econômicas, financeiras e profissionais que flertam com o retrocesso sob a promessa de vantagens imediatas não podem mais alegar engano.  

Eles sabem exatamente quem é o portador do sobrenome e sua biografia manchada de crimes e de sangue. E qual é o plano de destruição institucional em curso. 

O grito de Ulysses  

A pergunta que resta a cada cidadão brasileiro nesta reta final é cortante e definitiva:  

Qual é a justificativa moral para entregar o comando da República a quem tem como único projeto político a absolvição do autoritarismo e do líder da organização criminosa, condenados e preso por tentativa de golpear a Democracia e a mutilar a Carta Magna — a Constituição Cidadã de Ulysses? 

Às vésperas do dia 25 de outubro de 2026, neste momento crucial, decisivo, na hora do vamos ver da eleição, nos obriga a lembrar de um velho e sábio cidadão chamado Ulysses Guimarães e do artigo que publicamos em 25 de novembro de 2025, com o título  

O grito de Ulysses  

O artigo lembrava que “na terça-feira, 22 de novembro de 2025, o Brasil atravessou o marco que faltava. Generais de quatro estrelas, almirantes e ministros de Estado começaram a cumprir longas penas de prisão por atentarem contra a democracia. 

Pela primeira vez na história, a farda descobriu que não é dona do país. A democracia — tantas vezes humilhada, chantageada e ameaçada — levantou-se e disse, como Ulysses em 1988: “Tenho nojo da ditadura. 

Jair Bolsonaro caiu como sempre viveu: covarde, teatral, patético, condenado, cumprindo pena de 27 anos e três meses. Inelegível, lançou seu filho Zero um, Flávio Bolsonaro, para continuar tentando o golpe pra guilhotinar a Democracia. Um golpe que não deu certo. Um  golpe que ele, Jair, pai de Flávio tentou no histórico dia 8 de janeiro de 2023 e não conseguiu.  

Mas engana-se quem acha que o capitão Jair Bolsonaro foi o cérebro dessas maquinações ditatoriais, saudosas de 1964 e de 1968.  Ele foi o biombo — o boneco colorido colocado na frente de um projeto fardado e autoritário que, durante décadas, transitou livre pelos subterrâneos da República. 

Em 2025, Jair Bolsonaro caiu. Caíram Braga Netto, Almir Garnier, Augusto Heleno, Paulo Sérgio, Anderson Torres. Caiu a organização criminosa cercada de militares, que acreditou que o Brasil ainda era o latifúndio privado dos quartéis e da família Bolsonaro. E caiu, sobretudo, o mito da farda como licença para destruir a Democracia e o Estado democrático de Direito. 

O 8 de janeiro nasceu em 1964 

O golpe de 1964 ensinou, geração após geração, que as Forças Armadas eram “poder moderador”, “árbitro”, “reserva moral”, “última instância”.  

Mentira. Propaganda. Ideologia de caserna. De quem se acha dono de um país de 250 milhões de habitantes. 

Essa mentira produziu 21 anos de ditadura, milhares de perseguidos, centenas de desaparecidos, torturados e assassinados. Um país inteiro traumatizado.  

Uma mentira que ressurgiu no governo militar de Jair Bolsonaro, em 2022, e agora, em 2026, ameaça continuar ainda mais perversa com outro Bolsonaro — Flávio o herdeiro da dinastia, comandado pelo pai de dentro da prisão e pelo legado da extrema direita brasileira, aliada à ultradireita global, liderada por Donald Trump. 

A sentença que recaiu em 2025 sobre um capitão aspirante a ditador e generais golpistas não é só sobre 2023. Ela é a reposta ao país que não teve coragem de enfrentar em 1979, a anistia aos torturadores.  

Um deles ídolo dos Bolsonaro — um dos mais sádicos torturadores da “safra” dos anos 1970 — Carlos Alberto Brilhante Ustra, estampado nas camisetas dos filhos e homenageado pelo pai Jair Bolsonaro ao pronunciar o voto no impeachment da presidenta Dilma Roussef — uma das milhares de vítimas das torturas comandadas pelo Brilhante Ustra da extrema direita bolsonarista: 

“Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff. Pelo Exército de Caxias, pelas nossas Forças Armadas, por um Brasil acima de tudo e por Deus acima de todos, o meu voto é sim.”  

Bradou orgulhoso o pai Jair, com aplausos cúmplices e frenéticos do filho Flávio Bolsonaro. 

A barbárie que os Bolsonaro aplaudem 

O livro Brasil: Nunca Mais revelou ao país, com documentos da própria Justiça Militar, o inventário da barbárie: Choques elétricos, Pau-de-arara, Estupros, Execuções, Afogamentos, Desaparecimentos, Corpos nunca encontrados.  

Grande parte desses crimes foram comandados pelo Brilhante torturador homenageado pelo clã, incluindo, é claro, o Bolsonaro que pretende continuar o legado do pai. 

Foram mais de 700 processos — e nenhum torturador punido. A democracia pós-1985 deveu às vítimas a justiça que nunca veio.  

As prisões dos generais de 2025 não compensam essa omissão. Mas, pelo menos e finalmente, deixam claro que — quem quer conspirar contra a Democracia pode ser punido com penas pesadas.  

O pecado original que gerou o golpismo 

A anistia que perdoou torturadores também perdoou a ideia de que militares podem tudo. Ela inoculou o vírus que renasceu sob Jair Bolsonaro, e que ameaça continuar no corpo e na alma de seu filho Zero Um Flávio Bolsonaro, o herdeiro da dinastia.  

O pacto da anistia aos torturadores em pleno século XXI, fez com que generais e um capitão presidente acreditassem poder derrubar um governo eleito, matar o presidente e o vice empossados, e possibilitar a continuidade de um governo movido à mentira — apelidada de fake news turbinada pelas redes digitais —, do culto messiânico, sabotagem institucional e manifestações nos portões dos quartéis clamando por intervenção militar. O governo da baderna generalizada do 8 de janeiro na praça dos Três Poderes, em Brasília. 

A sentença da história é clara: se o Brasil tivesse julgado seus torturadores, nenhum capitão ou general teria ousado conspirar em 2022, durante o governo desastroso de Jair Bolsonaro. A impunidade é mãe do golpe. A punição é a única vacina. 

“Traidor da Constituição é traidor da pátria” 

No dia 5 de outubro de 1988, quando ergueu a Constituição diante de um Congresso lotado, Ulysses Guimarães não apenas promulgou uma Carta Magna — ele acendeu uma sentença moral contra todos os que haviam comandado, servido ou aplaudido o regime de 1964 e os torturadores da ditadura sangrenta que durou 21 anos.  

Sua mensagem atravessou 38 anos para aparecer mais atual do que nunca às vésperas da eleição do próximo presidente do Brasil. 

O famoso brado de Ulysses, “Tenho nojo da ditadura”, não foi figura de linguagem. Foi acusação direta. Foi dedo em riste. Foi a voz do Brasil que sobreviveu aos porões e aos covardes que os administravam. 

Traidor da Constituição é traidor da pátria 

Hoje, quando generais, um capitão presidente e a organização criminosa liderada por Jair Bolsonaro — herdeiros diretos da mentalidade que Ulysses repudiou — estão presos, por tentar golpe de Estado contra a Democracia, suas palavras ganham um sentido ainda mais afiado.  

Ulysses sabia que a ditadura não acabava numa assinatura, mas num enfrentamento moral permanente. A mensagem que enviou àqueles que, como o filho de Jair, Flávio Bolsonaro, anunciam descumprir a Constituição, se chegar ao poder, está contida no trecho mais célebre do seu discurso histórico na sessão solene de 5 de outubro de 1988, quando promulgou a Constituição Cidadã: 

“Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo. Amor e repulsa. A Constituição certamente não é perfeita. Ela própria o confessa. Quanto a ela, discordar, sim. Divergir, sim. Descumprir, jamais. Afrontá-la, nunca. Traidor da Constituição é traidor da pátria.” 

A escolha nas urnas do 25 de outubro de 2026 está posta. Nos próximos dias, o Brasil definirá se continuará avançando no caminho da soberania e do respeito à Democracia e a Constituição ou se escolherá, voluntariamente, retornar à penumbra da intolerância do sobrenome Bolsonaro.  

A história não absolverá os que fingiram não saber o que estava em jogo. 

Continue Reading

Previous: Censura de Nunes Marques desafia os defensores das liberdades
Next: A volta do “Exército do Lula”
  • Recém-chegado
  • Popular
  • Céu ou inferno: você escolhe, eleitor!
    • Opinião

    Céu ou inferno: você escolhe, eleitor!

  • A volta do “Exército do Lula”
    • Opinião

    A volta do “Exército do Lula”

  • Traidor da Constituição é traidor da pátria 
    • Opinião

    Traidor da Constituição é traidor da pátria 

  • Censura de Nunes Marques desafia os defensores das liberdades
    • Opinião

    Censura de Nunes Marques desafia os defensores das liberdades

  • Alguém duvida que, se eleito, o Flávio vai soltar Vorcaro?
    • Opinião

    Alguém duvida que, se eleito, o Flávio vai soltar Vorcaro?

  • Censura de Nunes Marques desafia os defensores das liberdades
    • Opinião

    Censura de Nunes Marques desafia os defensores das liberdades

  • Flávio Bolsonaro vence em 14 Estados e Lula domina em 13 no primeiro turno
    • Política

    Flávio Bolsonaro vence em 14 Estados e Lula domina em 13 no primeiro turno

  • RioFilme e Maricá Film Commission promovem encontro para fortalecer audiovisual local
    • Cultura

    RioFilme e Maricá Film Commission promovem encontro para fortalecer audiovisual local

  • Prazo para sacar dinheiro nas bets termina nesta segunda-feira; veja como resgatar os valores
    • Geral

    Prazo para sacar dinheiro nas bets termina nesta segunda-feira; veja como resgatar os valores

  • Forças do governo iemenita avançam em direção ao Estreito de Bab el-Mandeb
    • Mundo

    Forças do governo iemenita avançam em direção ao Estreito de Bab el-Mandeb

Você pode ter perdido

Céu ou inferno: você escolhe, eleitor! 11 min read
  • Opinião

Céu ou inferno: você escolhe, eleitor!

11.10.2026
A volta do “Exército do Lula” 1 min read
  • Opinião

A volta do “Exército do Lula”

11.10.2026
Traidor da Constituição é traidor da pátria  9 min read
  • Opinião

Traidor da Constituição é traidor da pátria 

11.10.2026
Censura de Nunes Marques desafia os defensores das liberdades 3 min read
  • Opinião

Censura de Nunes Marques desafia os defensores das liberdades

11.10.2026

Disklayer

Todo o conteúdo deste site, incluindo textos, fotografias e gráficos, é protegido por direitos autorais. Nenhuma parte deste site pode ser reproduzida sem a permissão por escrito do detentor dos direitos autorais.

Categorias

Cultura Direitos Humanos Geral Mundo Opinião Política Saúde
Copyright © Todos os direitos reservados.