Turquia acusa Israel de elevar tensão após incursão em Al-Aqsa
247 – O Ministério das Relações Exteriores da Turquia acusou o governo de Israel de agravar as tensões regionais após a entrada de grupos israelenses no complexo da Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém Oriental. Em comunicado divulgado no domingo (27), a chancelaria afirmou que a ação ocorreu sob proteção das forças israelenses e pediu uma resposta da comunidade internacional.
Cerca de 1.500 colonos israelenses entraram no complexo e realizaram rituais religiosos sob proteção policial. O órgão também relatou restrições mais rígidas ao acesso de fiéis palestinos.
A chancelaria turca condenou a incursão e atribuiu ao governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a intenção de ampliar a tensão. “O governo Netanyahu busca intensificar ainda mais as tensões na região e prejudicar os esforços pela paz e pela estabilidade por meio de violações e provocações dirigidas a locais sagrados muçulmanos”, declarou o ministério, em tradução do comunicado oficial.
Ancara também reiterou o pedido para que outros países adotem medidas capazes de impedir práticas que, em sua avaliação, desrespeitam o status histórico e legal de Al-Aqsa. O comunicado não detalhou quais medidas deveriam ser tomadas.
A movimentação ocorre durante um período de feriados judaicos, quando aumentam as visitas de grupos israelenses ao complexo. O calendário prossegue com Sucot, até 2 de outubro, e Simchat Torá, em 3 de outubro, conforme as informações reunidas pela Prensa Latina.
Al-Aqsa fica em Jerusalém Oriental, território ocupado por Israel desde 1967. Os palestinos reivindicam a parte oriental da cidade como capital de um futuro Estado e denunciam medidas israelenses que, segundo eles, alteram seu caráter histórico e demográfico.



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