Erdogan cobra reforma da ONU e reconhecimento do Estado palestino
247 – O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou na terça-feira (22), na Assembleia Geral da ONU, que a concentração de poder no Conselho de Segurança compromete a capacidade da organização de preservar a paz. Ele também pediu aos países que ainda não reconhecem o Estado palestino que revejam sua posição e defendeu maior pressão internacional sobre Israel para pôr fim à guerra em Gaza.
Segundo a Reuters, Erdogan voltou a defender uma estrutura mais ampla e inclusiva para o Conselho de Segurança. Sua crítica se dirigiu ao poder exercido pelos cinco membros permanentes diante dos demais países da ONU.
“Vamos reconhecer que um sistema em que a vontade de mais de 190 países está sujeita aos caprichos de cinco países não é justo nem capaz de estabelecer plenamente a confiança”, declarou. Em seguida, afirmou: “As Nações Unidas, criadas há 81 anos para manter a paz e a segurança, tornaram-se incapazes de cumprir essa missão, ou melhor, foram impedidas de fazê-lo”.
Ao tratar da guerra em Gaza, o presidente turco disse que “ninguém que tenha humanidade, compaixão e misericórdia no coração, com senso de justiça e consciência, pode fechar os olhos” para a situação no território. Ele instou os governos a ampliar a pressão sobre Israel pelo encerramento do conflito e descreveu Gaza como “o campo de concentração mais desumano e vergonhoso de nossa época”.
Erdogan também se referiu à ausência do presidente palestino, Mahmoud Abbas, na Assembleia Geral. “(O presidente palestino) Mahmoud Abbas não pôde ocupar seu lugar neste salão por dois anos consecutivos. Essa injustiça contra nossos irmãos e irmãs palestinos fere as consciências”, afirmou.
Integrante da Otan, a Turquia está entre os países que mais condenam a atuação militar israelense em Gaza e tem pedido medidas internacionais contra Israel. O governo turco classifica os ataques como genocídio; Israel rejeita essa acusação.


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