Skip to content

News Brazilia

O site de notícias sobre o Brasil oferece informações abrangentes sobre os acontecimentos atuais na política, economia, cultura e sociedade do país. As atualizações regulares garantem a relevância dos materiais e uma ampla cobertura de temas que refletem a vida no Brasil.

Primary Menu
  • Cultura
  • Direitos Humanos
  • Opinião
  • Política
  • Geral
  • Mundo
  • Saúde
  • Home
  • Política
  • Câmara municipal é principal lugar onde vereadoras sofrem agressões
  • Política

Câmara municipal é principal lugar onde vereadoras sofrem agressões

11.08.2026 4 min read

Seis em cada dez vereadoras brancas e oito em cada dez negras relataram já ter sofrido violência política, segundo uma pesquisa que ouviu mais de 70 parlamentares e foi divulgada nesta terça-feira (11) pela Rede A Ponte. Entre os espaços em que as violências acontecem, o mais comum é a própria Câmara Municipal onde exercem o mandato, concentrando 77% dos casos.

O relatório inédito Raio X da Violência Política de Gênero e Raça no Legislativo Municipal mostrou que, apesar da Lei 14.192/2021, que alterou o Código Eleitoral para proteger os direitos políticos das mulheres, esse crime segue sendo cometido principalmente por homens brancos cisgêneros. Eles são oito em cada dez agressores.

Esse cenário reflete as desigualdades de poder que estruturam a política brasileira, destaca o relatório, que traz ainda que 64% das agressões ocorrem durante o mandato.

 Em 34% das agressões, o autor era um colega de partido, no que se costuma denominar de “fogo amigo”.

Tipos de violência

Entre as vítimas da violência política, 89% sofreram agressões psicológicas, como corte de microfone, interrupções de fala, chantagens, humilhação política ou digital. Oito em cada dez (82%) foram alvos de violência simbólica, com exclusão de espaços de poder e decisão e geração de autocensura. 

Em seguida, 59% dos relatos também trazem a violência moral, quando a mulher é vítima de calúnias, difamação e injúrias, visando prejudicar o exercício do seu mandato. Chega a 30% a incidência de ataques à identidade, condição e raça, que tentam descredibilizar traços étnicos, orientação sexual e identidade de gênero. 

O estudo acrescenta que a violência contra as mulheres na política envolve outras esferas:

Abandono

A diretora-executiva da Rede A Ponte, Amanda de Albuquerque, destacou que, tão logo entram na política, as mulheres são abandonadas pelos partidos. 

O documento mostra que a resposta do Estado brasileiro à violência é limitada. Dos 44 casos de violência de gênero e raça registrados, 12 resultaram em denúncias formais, mas sem nenhum encaminhamento institucional na Justiça ou no partido. A consequência é o esvaziamento da diversidade e prejuízo à representatividade democrática.

Na avaliação da gestora de Mobilização e Articulação Politica da Rede A Ponte, Lauana Chantal, a violência política de gênero e raça continua sendo o principal obstáculo à democracia. O relatório deixa evidente que as mulheres sofrem violência política, e que as mulheres negras, ainda em maior grau. 

Lauana enfatizou que essa pauta é estratégica para a imprensa, porque se trata de um problema público, cuja cobertura fortalece o controle social, na medida em que capacita a sociedade para cobrar respostas dos governos. Ao mesmo tempo, qualifica a cobertura, oferecendo evidências para contextualizar a violência de gênero e raça e perceber as barreiras que limitam a participação política das mulheres.

Problemas enfrentados

As vereadoras ouvidas pela Rede A Ponte denunciaram o esforço de partidos e colegas de invisibilizarem sua presença nas casas legislativas. As parlamentares consideram que há uma naturalização da violência no espaço político que precisa ser enfrentada, porque isso faz com que muitas mulheres acabem saindo da política.

Nas redes sociais, elas também disseram enfrentar comentários violentos, que afetam sua saúde mental, além de falas misóginas e de LGBTQIA+fobia. Por isso, consideram ser difícil continuar na política sem uma rede de apoio.

Apesar de sentirem orgulho por terem sido eleitas em cidades de menor porte que as capitais, algumas vereadoras demonstram apreensão em face dos desafios enfrentados, como ser paradas por homens na rua que questionam suas falas nas câmaras municipais. 

Segundo a diretora executiva da Rede A Ponte, para que o Código Eleitoral seja acionado em casos de violência política de gênero e raça, é preciso que a denúncia seja recebida pelo Ministério Público e, por este órgão, encaminhada à Justiça Eleitoral.

Um dos problemas, relata ela, é que a população não identifica essa violência ainda, o que aumenta a importância de a imprensa abraçar essa causa. 

“Se não for a imprensa a incentivar essa briga dentro dos partidos, nada vai ser diferente. É um caminho essencial”.

Dados do TSE

Este segundo volume do relatório teve como base dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 2000 a 2024, ano em que somente 18,2% das cadeiras nas câmaras municipais foram ocupadas por mulheres. Por outro lado, 734 municípios não elegeram nenhuma mulher. 

Embora representem 28% da população, as mulheres negras ocupam apenas 7,5% das cadeiras legislativas municipais. Em 2024, mais da metade dos municípios brasileiros não elegeu nenhuma mulher negra como vereadora. Além disso, apenas 5% das mulheres negras candidatas foram eleitas, contra 19% dos homens brancos.

A situação é ainda pior em relação às mulheres indígenas. Em 2024, houve somente 924 candidatas indígenas, e 39 foram eleitas, o que representa 0,07% das cadeiras. Esse número é mais de dez vezes menor que a proporção da população indígena do país, que é de 0,8%.

Continue Reading

Previous: Senado aprova plano para fabricação de fertilizantes no Brasil
  • Recém-chegado
  • Popular
  • INSS: entenda casos que permitem auxílio e aposentadoria sem carência
    • Saúde

    INSS: entenda casos que permitem auxílio e aposentadoria sem carência

  • SP registra 18 mortes por febre maculosa em 19 casos confirmados
    • Saúde

    SP registra 18 mortes por febre maculosa em 19 casos confirmados

  • Número de mortos no terremoto da Colômbia sobe para 224
    • Mundo

    Número de mortos no terremoto da Colômbia sobe para 224

  • OMS defende calendário vacinal após Trump reduzir imunização infantil
    • Mundo

    OMS defende calendário vacinal após Trump reduzir imunização infantil

  • Flipelô reúne 330 mil pessoas e bate recorde de público
    • Cultura

    Flipelô reúne 330 mil pessoas e bate recorde de público

  • Sobrecarga doméstica expõe mulheres à violência, dizem especialistas
    • Direitos Humanos

    Sobrecarga doméstica expõe mulheres à violência, dizem especialistas

  • Federação PSOL-Rede oficializa apoio à candidatura de Lula à reeleição
    • Política

    Federação PSOL-Rede oficializa apoio à candidatura de Lula à reeleição

  • Sala de Concerto, da Rádio MEC, celebra Radamés Gnattali nesta sexta
    • Cultura

    Sala de Concerto, da Rádio MEC, celebra Radamés Gnattali nesta sexta

  • “A gente só recitava poesias de subversão”, diz poeta baiana
    • Cultura

    “A gente só recitava poesias de subversão”, diz poeta baiana

  • Saiba quando será o recesso de fim de ano para servidores públicos
    • Geral

    Saiba quando será o recesso de fim de ano para servidores públicos

Você pode ter perdido

INSS: entenda casos que permitem auxílio e aposentadoria sem carência 1 min read
  • Saúde

INSS: entenda casos que permitem auxílio e aposentadoria sem carência

11.08.2026
SP registra 18 mortes por febre maculosa em 19 casos confirmados 3 min read
  • Saúde

SP registra 18 mortes por febre maculosa em 19 casos confirmados

11.08.2026
Número de mortos no terremoto da Colômbia sobe para 224 3 min read
  • Mundo

Número de mortos no terremoto da Colômbia sobe para 224

11.08.2026
OMS defende calendário vacinal após Trump reduzir imunização infantil 3 min read
  • Mundo

OMS defende calendário vacinal após Trump reduzir imunização infantil

11.08.2026

Disklayer

Todo o conteúdo deste site, incluindo textos, fotografias e gráficos, é protegido por direitos autorais. Nenhuma parte deste site pode ser reproduzida sem a permissão por escrito do detentor dos direitos autorais.

Categorias

Cultura Direitos Humanos Geral Mundo Política Saúde
Copyright © Todos os direitos reservados.