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Doce Amargo faz reportagem em quadrinhos sobre desastre em Mariana

05.11.2025 3 min read

A tragédia em Mariana (MG), que completa 10 anos neste dia 5 de novembro, arrasou famílias, destruiu cidades, poluiu rios e a lama tóxica deixou um rastro de destruição por onde passou. Uma das cidades mineiras atingidas por parte dos dejetos que saíram da barragem que se rompeu foi Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. Este é o lugar onde vive o quadrinista João Marcos Mendonça, que acaba de lançar o álbum Doce Amargo, pela editora Nemo. A HQ, com roteiro e arte de João, mostra em 186 páginas o que sua cidade viveu há uma década.

A graphic novel é praticamente uma reportagem em forma de quadrinhos e mostra em detalhes o dia a dia das pessoas que viviam naquela região. Valadares, que fica a 328 quilômetros de Mariana, é banhada pelo Rio Doce, de onde é feito o abastecimento de água da cidade. Foi justamente por meio desse rio que começou todo o problema para os valadarenses. A lama da barragem de Mariana chegou ao Rio Doce alguns dias após seu rompimento e levou junto o caos para o lugar.

A HQ de João começa tratando da água e do Rio Doce. É que duas semanas antes da tragédia em Mariana, Valadares já convivia há dias com o racionamento de água devido a um longo período sem chuvas. Caminhões-pipa abasteciam casas e prédios de parte da cidade. 

João e sua família são os protagonistas de Doce Amargo. É por meio do que eles viveram que vamos acompanhando as dificuldades que as pessoas passaram. Quando a lama chegou a Valadares, o autor começou a anotar tudo o que estava acontecendo.

“Nós estávamos vivendo algo histórico, por isso comecei a fazer um diário”, diz o autor. E continua: “o que me despertou para aquilo foi uma cena do caminhão do Exército distribuindo água. Foi um cenário de guerra”.

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As anotações do quadrinista se transformaram em roteiro e desenho e pelas páginas vamos seguindo o drama de sua família, mas também o das pessoas ao redor. Um dos méritos do álbum é mostrar de perto as dificuldades dos valadarenses. Enquanto TVs, rádios, portais e jornais mostravam o macro da tragédia, a HQ coloca o leitor em contato com os moradores.

“Fiz o registro para contar o que eu estava vivendo. Quis mostrar o que não tinha nas TVs e na mídia”, revela João. Para o autor, um desastre desse nível “mostra números, cifras e queria deixar registrada a noção humana da tragédia. Era quase um apocalipse”.

Com desenho ágil – com clara influência do mestre Ziraldo – Doce Amargo mira o público jovem-adulto, mas com o cuidado de que possa ser entendido por qualquer criança que venha a ler. Isso é feito por meio da arte, mas também do roteiro. O quadrinista faz questão de ser bem didático e dá informações passo a passo dos desdobramentos do desastre em sua cidade. Uma coisa vai encadeando na outra de maneira simples e direta, para todo mundo entender o tamanho do problema.

Doce Amargo revela muito nitidamente o que a degradação do meio ambiente – e da água – pode causar às pessoas. Com o rio todo poluído e a impossibilidade de utilizar aquela fonte de abastecimento, vários problemas sociais passaram a surgir. A HQ mostra para o leitor a morte dos peixes e o mau cheiro que isso causava, a dificuldade para encontrar água, a quase proibição de usar a descarga do banheiro, a dificuldade para tomar banho, entre outros problemas. 

“Foi difícil [fazer este álbum]. Difícil reviver tudo aquilo para fazer a HQ. Levei nove anos para finalizar o roteiro. Aconteceram muitas coisas e não daria para colocar tudo, então fiz um recorte do primeiro ano da crise. Quis dar uma ideia de como foi o primeiro ano”, conta João.

No álbum, o leitor tem a dimensão do que os valadarenses viveram naquele tempo, porque o quadrinista revela tudo como se fosse uma reportagem.

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